ECONOMIAS COMPARTILHADAS EM PAUTA COM SECRETÁRIOS DE TURISMO

Da esq. p/ a dir.: Orlando de Souza (Fohb), Luigi Rotunno (ABR), Cristiano Rodrigues e Richard Alves (Anseditur) e Dilson Jatahy (ABIH Nacional). Reunião da entidade de secretários de Turismo debateu a regulamentação de economias compartilhadas (foto: divulgação)
Da esq. p/ a dir.: Orlando de Souza (Fohb), Luigi Rotunno (ABR), Cristiano Rodrigues e Richard Alves (Anseditur) e Dilson Jatahy (ABIH Nacional). Reunião da entidade de secretários de Turismo debateu a regulamentação de economias compartilhadas (foto: divulgação)

ECONOMIAS COMPARTILHADAS EM PAUTA COM SECRETÁRIOS DE TURISMO

Durante a quinta edição da feira World Travel Market Latin America (WTM LA), que aconteceu entre os dias 4 e 6 de abril, diversas entidades aproveitaram a ocasião para fazer reuniões estratégicas. Uma delas foi o encontro da Associação Nacional dos Secretários e Dirigentes de Turismo (Anseditur). A convite do presidente Cristiano Rodrigues (Palmas-TO) e do vice-presidente Richard Alves (Porto Seguro-BA), Luigi Rotunno – presidente da Associação Brasileira de Resorts (ABR) -, Dilson Jatahy Fonseca Jr. – presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH Nacional) – e Orlando de Souza – diretor executivo do Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil (Fohb) – debateram sobre o cenário das economias compartilhadas no Brasil.
Com a presença de cerca de 20 secretários municipais de turismo, o intuito foi conversar sobre as formas de regulamentação e fiscalização dos meios alternativos de hospedagem. Luigi apresentou o estudo desenvolvido pela ABR no ano passado, Airbnb – Um Modelo de Negócio, com os exemplos de regulamentação aplicados em grandes cidades do mundo, como Nova York, Berlim, Amsterdam, Paris, Londres, e o que acontece atualmente em Salvador e em São Paulo, que não têm nenhum controle sobre esse mercado. “Não é questão de hotelaria, mas de sociedade. Os moradores estão de afastando dos centros para o viajante ter uma boa experiência. É preciso olhar para o bem-estar da população primeiro. As economias compartilhadas proliferam em volta do trabalho que os hotéis já fizeram”, comentou o presidente da ABR.
Secretários deram exemplos de como o meio de hospedagem está afetando o setor da hotelaria em suas cidades. Júlio Oliveira, secretário de Turismo de Itacaré (BA), por exemplo, disse que “em Itacaré, há dois anos não abre um hotel novo, enquanto a oferta de casas de temporada só aumenta”. Orlando de Souza, do Fohb, pontuou: “a questão é como vamos nos posicionar frente a sociedade, porque ela é muito bombardeada com a experiência inovadora que as economias compartilhadas promovem. A hotelaria tradicional é muito boa e se reinventa constantemente e os players têm que estar no mesmo nível de concorrência”.
O presidente da ABIH Nacional, Dilson Jatahy, elogiou o encontro e propôs que novas reuniões com os secretários aconteçam no futuro para debaterem com mais profundidade esse tema. “As cidades não perdem só em arrecadação do ISS, perdem também em arrecadação de IPTU e de taxas, e em segurança, pois os riscos aumentam. Quando algo grave acontecer, vai prejudicar a imagem de um destino que demorou décadas ou até séculos para se estabelecer”, frisou.
Recommended Posts